sexta-feira, 14 dezembro, 2018

Fala galera!!!

 

 

Mais um post da nossa sessão de introdução ao RPG. Hoje, iremos falar sobre mestres e suas malda…Suas estratégias, para quem está pensando em começar a narrar.

 

Já vimos o que é necessário para iniciar uma mesa, falamos sobre sistemas, cenários e criação de personagens. Falta quem centraliza e gerencia todas variáveis.

 


O mestre é o dono  da história, é quem  comanda o ritmo, os encontros e conduz os jogadores, ao mesmo tempo que precisa estar atento à dinâmica, com sua cabeça a mil, pensando em reações para as decisões dos personagens.


 

Me atrevo comparar o mestre a um baterista, tão importante quanto qualquer integrante da banda, mas é quem pontua as mudanças na música, dá emoção, batida, determinando assim o tempo em que todos devem executar seus instrumentos.

 

 

Cara, o que você bebeu? Miruvor estragado?

 

 

Brincadeiras à parte, perceberam a responsabilidade? Se o baterista perde o ritmo, os músicos se perdem e tudo vai por água abaixo! É a mesma coisa para uma mesa de RPG. Mas qual o segredo de manter essa harmonia?

 

Mestre Diego – O Caderno de Elliot Mendoza. Inspiração para GMs de Storyteller

  • Treino. Como qualquer outra coisa na vida. Você não vai virar um Mestre Diego, Ximu ou Cristiano da noite pro dia. Eles jogaram, usaram aventuras prontas para conhecer o cenário e sistema – como já comentamos – e se apaixonaram pela narrativa. Essa paixão faz qualquer resultado ser um 20 automático no dado em interpretação. Mestraram muitas vezes, erraram, aprenderam e foram aprimorando sua técnica. Com certeza buscaram inspirações, até chegarem no ponto de, eles mesmos, inspirarem. Mas ainda assim, não perdem a humildade, sempre pedindo feedback e respondendo comentários.

 

  • Estudo. Sim, estudo, meu jovem. O mestre não precisa ser uma enciclopédia do sistema, mas ter o conhecimento necessário para conduzir sua própria aventura, ao menos. Não há nenhum problema em consultar o livro ou receber ajuda de um jogador, igualmente estudado. Existe sempre a regra de ouro para discussões intermináveis sobre regras. (Regra de ouro é um acordo da mesa, ou ajuste do próprio mestre ao sistema). O mesmo aplica-se ao cenário. Utilizando um cenário pronto, é necessário conhecimento na história no que abrange a sua narrativa, ao menos (de novo, não precisa ser um robô). Ainda sim, você pode mudar eventos desse cenário, você é livre. Não apegue-se a eventos canônicos, crie seu próprio cânone.

 

 

  • Estudo e Preparo – Leitura, MUITA leitura

    Preparo. Existem pessoas que conseguem formular uma cadeia inteira de reações baseado em uma ação de personagem. Outras, precisam preparar cenários diferentes para  adequar a história à decisão tomada pela personagem. Um não é melhor que o outro….O melhor é o que funciona para narrativa e diversão. O preparo envolve criar NPCs (non-player character), alguns com ficha, caso seja necessário muitas rolagens; Calcular encontros com monstros baseado no nível dos personagens, sabendo administrar esses monstros, já que cada um tem suas motivações, compartamento e peculiaridades; Criar mapas onde os personagens irão interagir durante a aventura; Escolher qualquer outro elemento que traga riqueza à sua narrativa, como figuras, músicas, recompensas aos personagens, sonorização, tecnologia, velas e etc.

 

  • Carisma. Você é um contador de histórias, cabe a você divertir os jogadores, envolvê-los na trama, lidar com conflitos, fazer alívios cômicos e harmonizar tudo isso. O segredo para não sentir a pressão, é divertir-se junto com os jogadores. Entender as motivações e a sensibilidade do momento e usar isso ao seu favor – A interpretação deve ser sensível ao momento narrado.  Muitas vezes, as reações dos jogadores não estavam no seus planos, cabe ao GM (Gamemaster) ter o jogo-de-cintura adaptar a cena e manter a ambientação. O RPG é tão dinâmico que o resultado final, adaptado pela atitude dos jogadores pode sair melhor que o plano original. Você pode ter um plano mestre, mas permita as variáveis serem flexíveis.

 

Preparo – Mesa dos sonhos de qualquer RPGista, luz baixa, figuras, comida e bebidas

 

Eu sou muito sistemático, gosto de pensar por pilares, processos…Então pra mim, esses são os 4 pilares que, harmonizados, criam uma divertida mesa de rpg, digna de música de bardos.

 

Já joguei mesas que acabaram por desânimo de outros jogadores, que não se sentiram envolvidos pela história e inventaram todo tipo de desculpa possível para não poder jogar.

 

Encoraje a interpretação, o roleplay. Se é para só ficar rodando dados e comparando resultados após uma soma, você está no jogo errado. Interpretar mantém o lado lúdico e como sabemos, pelo post anterior, a diversão. Quando mestre, costumo inclusive dar bônus às rolagens dos jogadores, baseado na sua descrição da ação. Mais um exemplo de que, a escolha é sua, o universo é seu. Uma rolagem utiliza as mecânicas do sistema e determina o sucesso das ações, uma ação bem descrita torna o jogo emocionante e estimula a imaginação.

 

Outra dica é: comece simples. Não tente criar sistemas, criar um cenário a la Tolkien para mestrar. Utilize os modelos existentes, os universos existentes. Depois de adquirir experiência, aí sim arrisque mais. Adaptação de sistema pode ser feita com os modelos genéricos que já comentamos no outro post. O RPG nunca deve gerar estress, lembre desse mantra, mas sim, distrair sua cabeça, tá certo?

 

Pessoal, acabou a nossa INTRODUÇÃO AO RPG.

 

Espero que tenha ajudado os interessados a entrar nesse mundo maravilhoso e viciante.

Fazendo um paralelo com Cthulhu, quanto mais pontos na perícia RPG Mitos, menos sanidade vai ter….Boa jogatina!

 

Qual a sua inspiração para mestrar? Comente abaixo, nos comentários…

 

 

Nesse domingo vai ser lançado nosso programa de padrim. Ajude o Casavelha a crescer e divulgar cada vez mais a palavra (RPG, tô brincando) às novas gerações. 

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Engenheiro de Produção, esposo da Lívia, pai do Heitor, atualmente mexicano. Gosto de cozinhar saboreando uma cervejinha, não tenho paciência para nenhum livro que não seja de ficção e sou amante declarado de RPG

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