sexta-feira, 14 dezembro, 2018

Olá pessoal!

Meu nome é Yuri Rissetti, sou o novo contribuidor do blog Casa Velha RPG e vou estrear meu espaço falando sobre aspectos do RPG aos iniciantes.

 

Vocês, com sua turma da escola, bairro, que são chamados de nerds por se afundarem em livros, que se encantam com filmes de ficção, fantasia e criaturas fantásticas, está na hora de ficarem ainda mais esquisitos para o resto do mundo!

Meu primeiro tema nessa introdução, será sobre os diferentes tipos de RPG que existem, para você entender melhor onde seus gostos se encaixam e também que o universo rpgístico não se limita a uma mesa com amigos, fichas, dados e gordices sem fim.

 

O Role-Playing Game (RPG) é uma ótima oportunidade para explorar a criatividade da sua mente, alterando a “trama” (descrito como um tecido que se distorce para permitir aos usuários, realização de magias em Forgotten Realms) da nossa realidade, nos fazendo esquecer por algumas horas de amores impossíveis, exames, trabalhos, contas, chefe, etc. Se repararem, os problemas citados não estão limitados a um intervalo de idade, ou seja, TODOS podem jogar, já que assumimos um avatar de qualquer idade, raça, classe, sexo e background em uma aventura narrada utilizando um sistema e um cenário, ou seja, interpretamos outro papel como o nome bem diz.

 

Eu entrei nesse mundo através de um livro (JURA!!??) chamado A Cidadela do Caos da coleção Fighting Fantasy, publicado originalmente em 1983 por Steve Jackson. Nessa história você é um feiticeiro aprendiz invadindo a fortaleza do vilão Balthus Dire, que planeja conquistar o Vale do Salgueiro. A ideia é eliminar o feiticeiro mau, mas para chegar até ele você deve passar por vários desafios que te permitem escolhas, cada uma levando à uma diferente página e direção na história – basicamente, a base do RPG.

Na época, algo interativo assim explodiu minha mente que só se aquietou quando conheci Dungeons & Dragons alguns anos depois -Nada mais encantador do que salvar o mundo do mal com suas “próprias mãos”.

 

 

RPG de mesa tradicional

Esse é só um exemplo entre diferentes tipos de rpg, listados abaixo:

 

  • RPG de mesa (tradicional) – Com livros de referência, fichas, mapas, dados e um mestre
  • Aventura Solo – Exatamente o exemplo da Cidadela do Caos citado acima. Nesse caso, a aventura segue um modelo e não um mestre
  • Live Action – Interpretação verbal e visual, como um teatro sem roteiro, mas ainda seguindo a história de um mestre. Necessita de mais recursos, claro – Fantasias, no geral – mas o resultado final é bem divertido.
  • RPG Online – O exemplo está no Casa Velha, em todos nossos vídeos. Utilizando uma plataforma online (Roll20) com estruturas de ficha e rolagem automáticos, é simulada uma mesa tradicional, mas com muito mais recursos – Música, sons, imagens e tudo que um acesso à rede permite

    Live Action

  • Pbem (Play by Email) ou PbF (Play by Forum) ou Pbchat (Play by Chat) – O narrador envia a aventura por qualquer meio de comunicação conveniente aos jogadores que respondem, permitindo ao Mestre continuar a história baseado nas reações recebidas. Nesse modo de jogo não há rolagens, portanto depende diretamente de roleplay.
  • RPG Eletrônico– Não acredito que preciso explicar muito esse modelo nos dias de hoje. Warcraft, Elder Scrolls, Diablo, Neverwinter entre vários outros estão por aí para serem jogados e descobertos. Mas gosto de pensar que seguem o mesmo exemplo da Cidadela do Caos, com recursos visuais e entretenimento infinitamente maiores. Uma outra variante de RPG Eletrônico é conhecida como MMORPG (Massively Multiplayer Online Role Playing Game), que permite a interação durante o jogo com milhares de outras pessoas em tempo real. Exemplos: Tibia, Ragnarok, Tribal Wars e etc.

Qualquer um desses te retornará o resultado desejado – DIVERSÃO. Portanto é mais questão de preferência ou tempo. Às vezes, na nossa vida a variável tempo diminui ao ponto que apenas um RPG Eletrônico é possível, sem compromisso de datas com outras pessoas. Mas o grande barato do RPG é a interação, que te permite conhecer outras pessoas, culturas, costumes, idiomas e até novos amigos.

 

Hoje em dia, existem empresas utilizando o modelo de RPG como dinâmicas entre empregados (confesso que só escuto falar, adoraria participar), o que me faz acreditar no RPG não só como entretenimento, mas sim um movimento, que vai desenvolver pessoas mais criativas, que sabem viver em sociedade.

 

“Espera, não entendi o que é Sistema ou Cenário que li acima???”

 

Vá para a página 252….Brincadeira, esperem o próximo texto, onde irei falar sobre isso. Um abraço!

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Engenheiro de Produção, esposo da Lívia, pai do Heitor, atualmente mexicano. Gosto de cozinhar saboreando uma cervejinha, não tenho paciência para nenhum livro que não seja de ficção e sou amante declarado de RPG
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