sexta-feira, 14 dezembro, 2018

Olá, tudo beiiim? Eu me chamo Leonardo Azevedo, aka Léo Bigode, sou do RJ, tenho 32 aninhos e venho por meia desta – pela 1ª vez – bater um papinho breve e gostoso com vocês sobre aquele jogo que “nós ama”, o tal RPG.

Era um Domingo a noite, e enquanto assistia o mestre Diego apresentar o sistema A Bandeira do Elefante e da Arara (por sinal um sistema “brasuca” e de muito bom gosto), notei um detalhe especial na belíssima capa do livro. Foi uma frase simples, uma espécie de subtítulo que me chamou a atenção e foi a fonte de inspiração para este texto. A frase a que me refiro é a seguinte: “Livro de Interpretação de Papéis”.

Não é de hoje, aliás, faz alguns bons 15 (quinze) anos, que participo ou assisto discussões acerca da forma de interpretação dos personagens em mesas de RPG. Posso afirmar com tranquilidade que isso também acontece com o seu grupo ou pelo menos já aconteceu uma vez. Esse tema vai sempre circundar as nossas conversas, pois na minha humilde opinião, na de muitos amigos dos mais variados cantos e ao que parece, na visão do autor do livro citado acima, a interpretação é a pedra filosofal do RPG de mesa.

A questão não é sobre jogar mal ou jogar bem, talvez seja mais sobre como o comportamento do personagem pode abrilhantar e servir à narrativa. Tentando trazer essa conversa abstrata para um campo mais objetivo, ao ler alguns materiais pela internet e até pela experiência dos jogos que participei – assistindo, narrando e jogando – gostaria de trazer algunsbullet points” sobre interpretação que podem de alguma forma colaborar para o aumento da diversão em seus jogos.

Dentre as metáforas usadas para explicar o universo do RPG, seja qualquer que for o sistema, eu gosto bastante daquela clássica que é a comparação com o Teatro. Entretanto, no RPG as coisas são um pouco mais “hard, tendo em vista que a sequência da narrativa ou boa parte dela é criada em tempo real, não existindo espaço para planejamento, ou seja, você não tem como decorar textos e cena, você simplesmente deve (re)agir ao cenário.

Essa interação personagem X cenário é o motor de uma boa história e a coerência entre essa lei de ação e reação vai definir o ritmo do jogo. Por vezes o mestre age, por vezes ele reage diante da ação de um personagem e vice-versa, não há favoritos, não há ego, não há perdedores, aqui todos ganham através da criação de um ecossistema divertido, harmônico e criativo.

  Mestre Diego interpretando um Caiapó enquanto Nanny (à esquerda) e Claudinha (à direita) se divertem na mesa

Mas como construir esse ecossistema na minha mesa?

Bom, uma boa lição que aprendi na vida é que tudo é sobre pessoas e o RPG não está fora disso. Sendo assim, alinhar os pensamentos e as possibilidades infinitas de todos os integrantes da mesa em um denominador comum não é tarefa fácil. O que vejo dando certo, pelo lado do mestre, é conduzir as histórias com foco nos personagens, eles são as estrelas. Pelo lado do jogador, acredito que ele precise ser interessado, concentrado e desprendido. Independente da mesa que você for jogar, one-shot, comédia, infantil, horror, etc, desenvolva uma personalidade (ou mais de uma né Jack?) para o seu personagem e interprete com coerência, custe o que custar. Pode acreditar, é isso que os bons narradores gostam e esperam de seus jogadores. Ousadia e Alegria!

Para finalizar, pois já me estendi além da conta (de fato ser sucinto não faz parte da minha escrita), posso citar algumas outras características que observo em jogadores que conseguem se destacar na interpretação de seus papéis: Esteja atento ao que rola na mesa, procure se concentrar nas reações do mestre e dos outros personagens; Seja solidário, o astro não é o que brilha mais e sim o que faz brilhar mais, ache essa diferença; Não tenha medo de errar, lembre que RPG que se preze não é sobre perder ou ganhar, vai muito além, é poder cocriar uma história incrível e entrar nela, é pura magia!

Antes de ir, gostaria de agradecer ao Rodrigo Lima (vulgo Amarelo) pelo papo de cenário x personagem noutro dia, ao Yuri Rissetti pelo convite e a galera do CVRPG pela oportunidade. E lembre-se, NUNCA perca a oportunidade de interpretar pra valer o seu personagem. A história depende disso e assim como Christopher Kastensmidt (autor de A Bandeira do Elefante e da Arara) nos lembrou, o RPG é um jogo de INTERPRETAÇÃO DE PAPÉIS.

Aloha

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Eu sou apenas um rapaz latino americano que joga RPG.

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