sexta-feira, 14 dezembro, 2018

Dizem que é preciso ter cuidado pra não se tornar aquilo que a gente caça. Eu devia ter prestado mais atenção nesse conselho, porque cada vez mais me sinto como um demônio.

 

Já faz um ano que eu voltei da Itália pra Nova Orleans e comecei minha jornada. Eu vi muitas coisas nesses 365 dias. Alguns demônios pareciam tão reais que só de lembrar chega a me arrepiar.

 

Chico me ajudou durante alguns meses. É incrível o que ele consegue fazer com tecnologia, e me surpreendi em vários momentos com a habilidade dele em lidar com demônios. Aliás, foi pra isso que ele veio até Nova Orleans. Queria aprender um pouco mais sobre eles.

 

E eu preciso admitir: foi uma boa sensação ter alguém me ajudando. A cada um que eu matava, me sentia mais poderoso. E olha que eu tenho um revólver que atira balas demoníacas!

 

A culpa foi toda do japonês. Hidetaka, Hideokito, algo assim. Foi ele que liberou esses demônios no mundo e agora aqui estou eu, caçando um por um e me tornando uma espécie de demônio no processo.

 

Um dos demônios menores parecia muito a Giovanna, e isso me deu calafrios. Ainda dá. Acho que poderia ter sido pior. Dizem os mais sábios que existe uma saga muito parecida com a minha que envolve almas. Preferi seguir um caminho diferente: meu próprio caminho.

 

Aprendi a manusear as mais diferentes armas nesse processo. Algumas foram mais simples do que outras. De lâminas sobre-humanas até bestas, eu usei de tudo. Matei de tudo.

 

E mesmo assim… Ainda não consegui zerar Bloodborne. Maldito jogo de PS4.

Por Bruno Lacerda.

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